OBJETIVO DA PÁGINA

Esta página tem como objetivo apresentar os principais símbolos utilizados na liturgia da Igreja, explicando seu significado teológico, bíblico e espiritual, e como eles ajudam os fiéis a entrar no mistério celebrado. Ao compreender esses sinais, buscamos favorecer uma participação mais consciente, ativa e frutuosa na liturgia.


"Na vida humana, os sinais e os símbolos ocupam um lugar importante. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, expressa e percebe as realidades espirituais através de sinais e de símbolos materiais."


Catecismo da Igreja Católica, n. 1146 

          A Liturgia não é uma mera repetição de ritos externos ou um teatro sagrado; ela é a atualização do Mistério Pascal de Cristo no "hoje" da nossa história. Como nos ensina o Pe. Joseph Gelineau, a liturgia é a expressão viva da fé da comunidade assembleda que canta, reza, silencia e celebra. Ela é uma ação sagrada por excelência, através da qual o próprio Cristo associa a Si a Sua Igreja.

         

         À luz da Constituição litúrgica Sacrossanctum Concili, podemos dizer que é: “uma ação agrada pela qual através de ritos sensíveis se exerce, no Espírito Santo, o múnus sacerdotal de Cristo, na Igreja e pela Igreja, para a santificação do homem e a glorificação de Deus” (cf SC, 7).


       Celebrar a liturgia hoje é viver a dimensão do presente dentro da ótica de Cristo. É celebrar os momentos da vida, procurando “fazer memória” do que Jesus fez e atualizando suas decisões voltadas para o Pai. É a comunidade que celebra a vida. Através de Cristo-Ressuscitado, presente nos sinais-símbolos-sacramentais, a Igreja continua a história da salvação, procurando dar “aqui e agora” a resposta ao Plano do Pai.


      Outra Definição que possuímos da liturgia é, conforme o documento de Medellín: “A liturgia é a ação de Cristo Cabeça e de seu corpo que é a Igreja. Contém, portanto, a iniciativa salvadora que vem do Pai pelo Verbo e no Espírito Santo, e a resposta da humanidade naqueles que se enxertam, pela fé e pela caridade, no Cristo, recapitulador de todas as coisas. A liturgia, momento em quer a Igreja é mais perfeitamente ela mesma, realiza indissoluvelmente unidas, a comunhão com Deus entre os homens, e de tal maneira que a primeira é a razão da segunda. Se antes de tudo procura o louvor da Glória e da graça, também está consciente de que todos os homens precisam da Glória de Deus para serem verdadeiramente homens” (Medellín – lit. 9,2)



          Os símbolos litúrgicos são elementos visíveis, sensíveis e rituais que expressam realidades espirituais profundas. Através deles, a Igreja comunica o mistério de Deus de maneira concreta, acessível ao corpo e ao espírito. Cada símbolo possui uma função catequética, sacramental e celebrativa.


“Na liturgia, por meio de sinais sensíveis, a obra da salvação é realizada.”
  Sacrosanctum Concilium, n. 7

Principais Símbolos Litúrgicos e seus Significados:


Descrição: A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a um número infinito de chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da ressurreição.

Descrição: A água remete a vida (sobretudo ao batismo, onde renascemos para uma vida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado).


Uso: Usada em ritos de aspersão, batismo e bênçãos.

Evoca o Espírito Santo, a criação e o renascimento espiritual



Descrição:  O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica.  O fogo pode multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica.

 

Uso:  Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos.








Descrição:  Matéria da Eucaristia. Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifício redentor.


Descrição: Fumaça que sobe representa a oração que se eleva a Deus


Uso: Usado em Missas solenes, procissões e bênçãos


Descrição: Óleo do Batismo (Catecúmenos), Crisma e Enfermos


Uso: Usados em sacramentos e consagrações


Descrição: As cinzas são um símbolo litúrgico usado na Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma. Elas são feitas da queima dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior.

Recordam que “somos pó e ao pó voltaremos” (cf. Gn 3,19) e marcam o início de um tempo de penitência, jejum e oração. Ao receber as cinzas, o fiel é chamado a se voltar para Deus de todo o coração.


CONCLUSÃO


  Os símbolos litúrgicos não são meros enfeites ou gestos vazios, mas sinais vivos da fé. Por meio deles, a liturgia comunica o invisível com o visível, o eterno com o tempo, o espiritual com o sensível.


“Os sinais da liturgia nos tocam para nos transformar.”